Concentração na Amadora

CONCENTRAÇÃO CONTRA A REPRESÃO POLICIAL, POR KUKU E OUTRXS VÍTIMAS DOS MERCENÁRIOS DO ESTADO.

Sábado, 17 de Janeiro, a concentração motivada pelo assassinato policial de Kuku na Amadora juntou cerca de 500 pessoas, em frente da esquadra de São Brás onde o assassino exercia o seu papel de mercenário. Por duas horas gritou-se palavras como “assassinos”, “racistas”, “escravos fardados, terroristas do Estado”, “mercenários” entre outras palavras de revolta. Acudiram à concentração familiares do jovem assassinado, habitantes do bairro que confirmavam que são frequentemente alvo da violência policial e outra gente solidária dos arredores da Amadora

A concentração decorreu num ambiente de alguma tensão e muita raiva. Ao redor da esquadra foi montado um perímetro de segurança e os policias, equipados com coletes à prova de bala, não mostravam mais que desprezo e inclusive riam-se. Alguns jovens mais inconformados com o tom pacifico da manifestação atiraram pedras à esquadra no inicio e no final, tendo uma policia sido alcançada por uma pedra. Logo os policias retiraram-se para o interior da esquadra ficando apenas um policia visível.

Alguma da revolta também foi dirigida aos jornalistas, tendo sido também gritado “Diário de Notícias, Diário da policia”, referindo-se à campanha que os meios de informação burgueses têm feito contra todos os movimentos de protesto e contra as pessoas que habitam nos bairros sociais. Os meios de comunicação, aproveitando o assassinato de Kuku, têm tentado unir acções de movimentos distintos como o “Verde Eufemia” http://gopetition.com/online/21252.html  e às manifestações contra toda a autoridade, que são constantemente alvo de desinformação, a traficantes de droga ligados a claques de futebol, acusando todos eles como “anarquistas violentos de estrema esquerda” tentando moldar a opinião publica.

No final da concentração, um grupo roubou alimentos e atacou à pedrada uma loja da cadeia de supermercados Minipreço, perto da esquadra, que tinha um agente da PSP de serviço à porta. Este grupo fugiu em menos de um minuto que foi o tempo de vários carros da policia chegar ao local, não tendo sido feita nenhuma detenção.

A policia Judiciária já confirmou que Kuku foi executado na cabeça a apenas dez centímetros, contrariando a versão inicial apresentada pela PSP. O assassino já não está de serviço mas ainda não foi dado qualquer esclarecimento aos familiares da vitima.

Para mostrar o nervosismo policial que existe em Portugal pode-se ver o que se passou no dia anterior em Almada (http://redelibertaria.blogspot.com/2009/01/carregamento-policial-na-zona-pedonal.html).

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