Solidriedade com Federico Puy

Pela readmissão de Federico Puy, professor despedido pela Cruz Vermelha na Argentina por motivos ideológicos

 

No dia 28 de Maio, a filial da Cruz Vermelha Internacional no Bairro de Saavedra, em Buenos Aires, na Argentina, despediu sem causa o docente Federico Puy, que leccionava as matérias de Educação Cívica e Língua e Literatura ao primeiro e ao terceiro anos do Bacharelato para adultos com orientação em Saúde, que ali funcionava.

A boa disposição do professor, a identificação que conseguiu com os seus alunos e os conteúdos ensinados em matéria de direitos humanos, enfureceram as autoridades do estabelecimento que despediram o docente, actuando desta forma como na época da ditadura militar, coarctando a liberdade de expressão e de escolha dos professores.

Para além de submetido à precarização laboral, Federico Puy não recebeu qualquer pré-aviso de despedimento, nunca lhe foram mostrados os pagamentos realizados e foi-lhe alterado o momento de entrada no estabelecimento, para poder fazer uso do período de experiência e despedi-lo.

Questionaram-lhe a planificação anual, aludindo a que “tinha muita carga ideológica”, obrigando o docente a retirar das unidades temáticas das sua aulas de Educação Cívica conteúdos referentes aos Direitos Humanos e à história dos sangrentos Estados totalitários da história contemporânea, alegando que não eram temas que os alunos devessem conhecer. Também o proibiram de falar de Sindicalismo e Peronismo nas aulas, tendo-lhe sido proposto que, em alternativa, leccionasse as Encíclicas Papais referentes ao tema. Convém sublinhar que o Ministério da Educação da Argentina promove e permite que se fale dos Estados totalitários e do sindicalismo nas aulas.

Os estudantes realizaram uma petição exigindo a reincorporação do professor despedido e pediram explicações às autoridades do estabelecimento, a resposta por parte da direcção da Cruz Vermelha (filial de Saavedra) foi o início de uma perseguição aos alunos, caindo em discriminações raciais e xenófobas.

Este é um caso de discriminação ideológica e uma pequena mostra de que na sede de Saavedra não se respeitam as bandeiras de humanidade erguidas pelos milhões de voluntários e colaboradores da Cruz Vermelha Internacional, sempre presentes, prestando a sua solidariedade, nos locais onde têm lugar as catástrofes políticas, sociais e ambientais. Além do mais, demonstra a precariedade laboral e o autoritarismo, coarctando a liberdade de expressão e a liberdade de ensino pelas quais tanto lutaram milhares de pessoas nas épocas mais duras da história da Argentina.

 

BASTA DE DISCRIMINAÇÃO IDEOLÓGICA!

REINCORPORAÇÃO IMEDIATA DO PROFESSOR FEDERICO PUY!

Informação recebida através da Federación Obrera Regional Argentina, secção argentina da

Associação Internacional dos Trabalhadores www.iwa-ait.org
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