VIVA A GREVE GERAL DE 30 DE MAIO

GREVE GERAL SIM,

MAS GREVE GERAL ACTIVA

E COM OCUPAÇÃO DOS LOCAIS DE TRABALHO!

 

   Ontem com os governos “de direita”, hoje com o governo “de esquerda”, constatamos sempre o mesmo: um cada vez maior enriquecimento dos capitalistas em geral, com a banca, a finança e os grandes grupos capitalistas a ficarem com a parte de leão, à custa do aumento da exploração dos trabalhadores e do agravamento das condições de vida da grande maioria da população. Este facto, que também se deve à própria lógica interna do capitalismo, que se baseia no aumento constante da remuneração dos capitais investidos, é particularmente visível em Portugal, o país da União Europeia em que o fosso entre ricos e pobres mais se acentuou nos últimos anos.

 

   A situação actual apenas vem, mais uma vez, reforçar a convicção dos anarco-sindicalistas de que, se é vital para os trabalhadores e os deserdados em geral, lutarem e organizarem-se para resistir aos ataques de que são alvo e melhorar as suas condições de vida, não é menos importante compreenderem que só poderão acabar de vez com os privilégios e as injustiças  a que estão sujeitos, se destruírem o capitalismo e o seu órgão protector, o Estado, e substituírem a sociedade actual, baseada na exploração, na opressão e no princípio da autoridade, por uma forma de organização social baseada na ajuda mútua e na solidariedade e assente na federação livre das comunas livres, a nível local, regional e internacional, uma forma de organização social onde não haja lugar para a existência de privilegiados e deserdados, dirigentes e dirigidos, governantes e governados, organizadores do trabalho dos outros e trabalhadores.

 

   Não podemos ter quaisquer ilusões sobre a possibilidade de reformar o capitalismo (que é sempre portador de miséria, destruição e guerra), de criar o que alguns chamam um capitalismo de rosto humano, ao contrário do que afirmam, quer os partidos políticos, cujo objectivo supremo é a tomada, e a conservação, do poder político e respectivas benesses, quer os sindicatos burocrático-reformistas, apêndices dos partidos políticos e instrumentos da luta eleitoral destes últimos e, eles próprios, aspirantes a desempenhar um papel de peso, a par do patronato e do governo, na organização e gestão das empresas e na chamada concertação social. Partidos e sindicatos esses que, como é notório, vão criando ao longo do tempo uma vasta casta dirigente e privilegiada de políticos e burocratas sindicais, os quais progressivamente se afastam daqueles que chegaram a considerá-los como seus meros mandatários, transformando-se em políticos e burocratas sindicais profissionais.

 

   O capitalismo é irreformável, e nós apelamos à classe trabalhadora a autoorganizar-se em COMISSÕES E CONSELHOS DE TRABALHADORES POR LOCAL DE TRABALHO de forma a tomar em mãos o seu próprio destino, abrindo o caminho à supressão completa da opressão estatal e capitalista, à REVOLUÇÃO SOCIAL LIBERTÁRIA, IGUALITÁRIA E EXPROPRIADORA.

 

ABAIXO O CAPITALISMO E O ESTADO!

VIVA A GREVE GERAL ACTIVA E COM OCUPAÇÃO

VIVA O ANARCO-SINDICALISMO!

VIVA O COMUNISMO LIBERTÁRIO!

 

26/Maio/2007                                                                  Comissão de Relações da AIT-SP

 

  Associação Internacional dos Trabalhadores – Secção Portuguesa

 (Apartado 50029  /  1701-001 Lisboa       e-mail:aitport@yahoo.com )

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